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Pólio: como os Municípios podem evitar a reintrodução da doença no Brasil

Data: 
21/11/2022 - 10:13

O risco de reintrodução da poliomielite no Brasil foi o tema do Bate-papo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM) desta sexta-feira, 18 de novembro. A Confederação – preocupada com a redução da cobertura vacinal no país – divulgou um estudo e lançou a campanha “Municípios vacinando o Brasil: contra a volta de doenças'' em meados de outubro. Hoje, foi a vez de receber duas especialistas para falar sobre o tema durante a transmissão ao vivo pelas redes sociais da entidade

A professora e médica infectologista, pediatra e presidente da Câmara Técnica Assessora de Imunização em Pólio, Ministério da Saúde, Luiza Helena Falleiros Arlant; e a analista técnica de Saúde da CNM, Marcela Lemgruber, foram as duas convidadas desta sexta. A analista técnica da CNM iniciou a fala destacando os dados do estudo elaborado pela entidade sobre a queda na cobertura vacinal, das vacinas de rotina de 2007 a 2021 das crianças menores e iguais a 1 ano de idade.

“O que nos levou a fazer esse estudo foi a informação de que 84,21%, ou seja, 4.712 Municípios estão com o risco alto e risco muito alto para reintrodução da pólio, de acordo com informações do Ministério da Saúde. Por conta disso, a gente resolveu fazer esse estudo e fazer algumas ações para ajudar os Municípios”, explicou a especialista da CNM. Na apresentação Marcela evidenciou também a informação de que a diminuição da vacinação para a pólio chegou a 81,8% (4.554 Municípios) nos últimos 15 anos. O percentual de Municípios que alcançaram a meta chega a apenas 25,7% no ano passado. A especialista da CNM apresentou o dado alarmante de que em 2021 cerca de ¼ das crianças de até 1 ano não receberam a vacinação disponibilizada pelo Programa Nacional de Vacinação (PNI).

A médica Luiza Helena, que é especialista em pólio, fez uma apresentação sobre os principais riscos que a reintrodução da doença no Brasil poderia trazer aos governos locais. Ela frisou que a doença está erradicada no Brasil há mais de 30 anos, por isso, grande parte da população sequer conviveu com a doença ou conhece alguém que tenha sido infectada pelo vírus da pólio. “Gostaria de salientar para os senhores que seguramente nunca viram pólio na vida e espero que nunca vejam, mas eu chamo atenção pois a pólio provoca paralisia de vários músculos, encurtamento de membros e várias deformidades ósseas e posturais”, destacou a doutora ao mostrar algumas fotos de crianças assistidas por casas de apoio em diversos locais do mundo, onde a doença ainda não foi erradicada.

A infectologista frisou que a única forma de acabar com a doença em todo o mundo é com a vacinação. "Por isso é importante manter uma cobertura vacinal alta e homogênea, com mais de 95% de cobertura, pelo PNI”, explicou. A médica mostrou um panorama sobre os dados da vacinação e lamentou que em 2021 nenhum Estado brasileiro tenha conseguido superar os mais de 90% de cobertura. Luiza Helena destacou ainda a importância do trabalho de vigilância epidemiológica para identificar possíveis focos do vírus da pólio e da vigilância ambiental.
A especialista do Ministério da Saúde disse que a Pasta divulga e disponibiliza materiais de apoio aos gestores municipais de como as ações de vigilância devem ser feitas. Luiza Helena aproveitou para esclarecer dúvidas enviadas pelos gestores municipais.

Campanha da CNM
Diante de todo esse cenário, a CNM decidiu promover uma campanha - chamada “Municípios vacinando o Brasil contra a volta de doenças'' - focada nas gestões municipais para ajudá-las a mudar esse cenário em cada Município brasileiro. No site da CNM, estão disponíveis vários materiais que podem ser compartilhados nas redes sociais e no site da prefeitura. Também estão disponíveis material da campanha em formato de cartaz, caso a prefeitura possa imprimir e divulgar em pontos de interesse do Município.

Para os gestores, a CNM também produziu um folder com sugestões da nossa área da Saúde de ações que podem ser articuladas para melhor o índice de vacinação na sua cidade. Por exemplo, ampliar o horário de funcionamento da sala de vacinação, fazer busca ativa das famílias, entre outros, que você confere acessando no nosso site. Os materiais podem ser utilizados em formato digital ou impresso, estão em alta resolução e podem ser compartilhados por todos.

Confira a transmissão completa: