Skip directly to content

Bolsonaro sanciona lei que confere a Três Lagoas o título de Capital Nacional da Celulose

Data: 
20/04/2021 - 09:21
Vista área da cidade de Três Lagoas

Willams Araújo

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que confere a cidade de Três Lagoas, região leste de Mato Grosso do Sul, a 338 quilômetros de Campo Grande, o título de Capital Nacional da Celulose.

A lei, nº 14.142, foi publicada na edição de segunda-feira (19) do DOU (Diário Oficial da União).

“Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: Art. 1º, Fica conferido à cidade de Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul, o título de Capital Nacional da Celulose”, diz o texto publicado no DOU.

Em 2017, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) protocolou o Projeto de Lei 7610/17 que confere o título de “Capital Nacional da Celulose” a Três Lagoas, cujo relator da matéria, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), recomendou a aprovação.

Em sua justificativa, à época, a senadora sul-mato-grossense enfatizou que com a instalação de duas das maiores fábricas de papel do mundo, a Fibria e a Eldorado Brasil, o desenvolvimento desse setor na economia local ganhou destaque na cidade.

Produção

Não é à toa que a produção de celulose de Três Lagoas tem conquistado espaço no cenário mundial, conforme reportagem publicada pelo portal Midiamax no começo do mês.

Somente no ano passado, a empresa Eldorado Brasil exportou 48% da sua produção para Ásia, fechando o quarto trimestre de 2020 com lucro líquido de R$ 641 milhões. O crescimento registrado foi de 528% sobre o mesmo período de 2019, quando foi registrado R$104 milhões.

Dessa forma, a companhia encerrou o ano com receita líquida acumulada de R$ 4,4 bilhões, um total 4% superior ao desempenho de 2019, causando alta de 7% no EBITDA, atingindo R$ 2,149 milhões, e elevação da sua margem de 47% para 49%, conforme balanço apresentado ao mercado nesta quarta-feira (31).

Na verdade, a indústria de extração da celulose de fibra curta, que é utilizada para a produção de papel para a impressão, para escrita e com fins sanitários (higiênico, toalhas de papel e guardanapos) mudou a rotina de vida da cidade.

Além da geração de empregos diretos e indiretos, o segmento também tem grande importância na arrecadação de impostos e no fomento a toda a cadeia econômica do município.

A maior quantidade de empresas instaladas e de pessoas ocupadas refletiu diretamente na arrecadação de impostos pelo município.